outubro 10, 2004

Terceira Etapa da Arte em Revezamento

Na linha de apresentar a evidente qualidade de artistas cujos nomes ainda não ressoam familiares junto ao grande público, embora alguns já tenham carreiras firmadas, a EBEC Galeria de Arte escolheu as expressões de sete artistas de diferentes linguagens.

Alvaro Sampaio estudou arte na Universidade Federal do Rio e trabalhou na famosa Escola de Arte do Parque Laje. Sua pintura vem literalmente do mar, desde o suporte de antigas lonas de barcos que encontra na Loca da Sereia. Lavadas as telas, vai sobrepondo camadas para descolá-las, buscando a visão das algas, peixes, corais, areia, sob a água semovente do fundo do mar.

Na dança afro-brasileira Ana Rosa encontrou sua forma de expressão, passando depois para o design e a pintura. Na tela arma seu diálogo com cores rubras, azuis profundos, roxos e amarelos, juta, palha da costa, sementes e búzios de proteção.

Aruane Garzedin é formada em arquitetura, com um ano de Belas Artes aqui e dois anos de doutorado na Faculdade de Belas Artes em Barcelona e pinta desde 85. O foco de sua pintura sempre foi a complexidade da figura humana. Ary Costha faz incomum e atraente instalação com ovos de avestruz pintados.

Depois de dominar a técnica na superfície redonda, AC passa nas cores e formas abstratas que elege, pertinente significado. Cecília Menezes é uma artista rara. Seu meio de expressão é o barro, que aprendeu a trabalhar com Udo Knoff, e do sossego do seu atelier em Lauro de Freitas, já teve cerâmica adquirida pelo Guggenheim de New York, mas é na pintura que sua arte extravasa.

O que marca a fotografia de Célia Seriano é o seu sentimento. Sem se prender a novas tendências ou manuseamentos de técnica, ela fotografa o que o seu olhar induz, e consegue sempre passar uma emoção, uma surpresa, uma outra maneira de ver.

Luiz Cláudio Campos tem Licenciatura em Desenho e Plástica na UFBA, Pós-graduação em Arte Contemporânea e é aluno especial do Mestrado em Artes Visuais. O artista usa o potencial alternativo do papel artesanal, em esculturas cujo impacto ultrapassa a novidade do material.

Matilde Matos (da ABCA e AICA)

• ABERTURA
13 de outubro de 2004 (quarta-feira) às 20h

• VISITAÇÃO
14 a 29 de outubro
de segunda a quinta das 09 às 20h
sexta-feira das 09 às 19h