Desutilidades poéticas

Nestes trabalhos, em diferentes formas, imaginamos: Ninho de cabelo, celular coberto por malha, búzio pintado, auto retrato, pintura de sapato alto, performance em fotografia etc. Mesmo com diferenças aparentes, encontro uma mágica correspondência entre eles, seres compostos por distantes matérias.
Um objeto codifica o outro, fazendo assim um
círculo, eterno retorno, onde todos se encontram como micro e macro cosmo. O grafismo espelha os fios do cabelo. Tudo tem um significado e tudo se relaciona. Dentro da própria diferença existe o mesmo ponto, o lugar dos encontros.
Desutilidades poéticas são marcas do próprio corpo, meu e de bichos. Alguns são achados ou lixo que procuro delicadamente transformar em poesia: caleidoscópios.....
Salvador - Bahia
Fevereiro 2007
