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Fabrícia Miranda na Bienal do Livro da Bahia

Dia: 5 de novembro, sábado
Hora: 19 horas
Local: Praça de Cordel e Poesia, Centro de Convenções, Jardim Armação

O que não se faz por amor? Eu sempre me posicionei contra o desfile de escritores iniciantes ou jovens escritores, que vivem participando de mesas-redondas e feiras do livro, falando sobre vida e obra aos treze anos de idade. Para pagar minha língua, Fabrícia Miranda resolve participar da Bienal do Livro da Bahia, e pela terceira vez! E com apenas um livro publicado. E é por amor que divulgo sua participação em um evento organizado pelo agitador cultural José Inácio Vieira Melo, em seu “estradar”, por uma ou outra “algarobeira”, “com todo gás”, no “labafero das palavras” desse poeta “doido de pedra” – quem güenta Fagner, e sem melodia?

Acho que escritor tem de ficar em casa escrevendo, lendo, aprendendo a escrever. Depois dos 70 anos, com uma vida e obra, poderá, muito de vez em quando, falar sobre sua vida e obra, por generosidade, não por vaidade. O que vejo, até o momento, é um punhado de jovens escritores falando com uma incrível propriedade sobre o que não viveram e não fizeram. Esses eventos contribuem, e muito, para a formação de uma consistente rede social concreta, real, em que as pessoas vivem se elogiando, porque são todos amigos e dependentes um do outro, exatamente como acontece em blogs e no facebook, e o resultado disso tudo é uma espécie de bonsai, uma árvore que jamais cresce, pois não há, em momento algum, um olhar crítico sobre o que se está a fazer – não há como; afinal, em time que está ganhando não se mexe. O que acho muito estranho, dentre outros selenitas, é poeta, sem estar lançando livro algum, falar de sua vida e obra aos 17 anos de idade (com cara de 13)... E jamais achei interessante ouvir poesia. Uns a transformam em dramaturgia sem curva dramática; outros, em contas de um rosário. Não gosto nem de uma coisa nem de outra. Poesia para mim é solitude. Coisa diferente é ouvir poesia sozinho, Cds com gravação de poetas ou mesmo atores recitando Augusto dos Anjos, Castro Alves, Mário Quintana etc. Ainda assim, não está entre meus programas prediletos. E só vejo alguém em feira de livro que tenha virado fetiche em meu universo: um Rubem Fonseca, um Raduan Nassar, um Dalton Trevisan; ou ainda, autores que muito me interessem, de um modo ou de outro, a exemplo do poeta Nelson Ascher, o poeta Alberto da Costa e Silva, Lêdo Ivo, o baiano João Ubaldo Ribeiro, João Gilberto Noll, Sergio Sant’anna – por causa de seu romance Um crime delicado, e não por causa de seus contos. Recentemente fui à Flica, decepcionante Flica. Flica quer dizer “Festa Literária de Cachoeira”. Se era uma festa, devo ter chegado na quarta-feira de cinzas. Fui por Cachoeira. A cidade era a minha atração, era meu fetiche. E aproveitei para ver Hélio Pólvora, escritor cujos contos me agradam muito – porque me lembram Jorge Medauar; porque são bem escritos.

Fabrícia Miranda, nascida no Rio de Janeiro, há alguns anos morando em Salvador, formada em Letras pela Universidade Federal da Bahia, em 2002 recebeu o prêmio Braskem pelo conjunto de poemas intitulado Ritos de Espelho. Mantém o blog “Cortem a cabeça dela!!” http://fulanaopereta.blogspot.com/, no qual podem ser encontrados alguns poemas inéditos, mais maduros e bem realizados que os poemas do livro premiado. Atualmente escreve um romance sem data para publicação. As datas não a detém, em geral.

Fabrícia dividirá a mesa, no dia 5 do 11, às 19 horas de um sábado, com os poetas Ivan Maia e Lívia Natália. Não conheço a poesia do primeiro; conheço a pessoa: sujeito simpático, inteligente, íntegro. A poesia de Lívia Natália me chegou por uma notícia de jornal, quando do resultado do prêmio Banco Capital. Eu tinha certeza de que era uma bomba, a julgar pelos vencedores das edições anteriores do mesmo prêmio – isso vale tanto para prosa quanto para poesia. Pois bem, é preciso registrar que o grande mérito do Prêmio Banco Capital é o de manter-se fiel a si mesmo: Lívia Natália é mais uma poeta sem o mínimo de inspiração e conhecimento de Poética.

Houve um tempo, e não me refiro a priscas eras, mas a quatro ou cinco décadas atrás, e daí para baixo, em que as pessoas todas faziam lá seus versos. Todos faziam. As mulheres tinham seus cadernos de sonetos. Os homens faziam suas quadrinhas para a mulher amada, ou mesmo um soneto, que entregava em letra cursiva mesmo, num papel amarfanhado pela ansiedade da paixão. Mas ninguém ousava dizer-se poeta. Poeta era Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Vicente Carvalho, Raul de Leoni, Alphonsus de Guimaraens, Castro Alves, Cruz e Souza etc. Os cadernos de sonetos jamais saíam da gaveta; os homens apaixonados não passavam de uma serenata ou de um bilhete em versos, e o máximo que ouviam, em tom de pilhéria, por causa de seus arroubos, era “Fulano é um poeta!”. Porque vivia no mundo da lua – um nefelibata –, apaixonado, ou por suas idéias ingênuas, no máximo. O tom era mesmo o de galhofa. Havia pudor, havia profundo respeito pela arte de fazer versos. Era preciso nascer poeta.

Pois bem, hoje todos se acham encorajados a mostrar seus “cadernos de sonetos” – não mais sonetos, é claro, mas poeminhas em versos curtos, os modernos, sem qualquer idéia do que seja uma filosofia da composição – e, o que é pior, a publicá-los. E por que isso vem acontecendo? Pergunta fácil. Porque existem pessoas como o José Inácio Vieira Melo, que transforma poesia em objeto de feira – não literária, agora. Inácio vem substituindo a figura aliciadora de “menores poetas” chamada Luis Ademir Souza, criador e editor da vergonhosa, desastrosa Art-Contemp. Luis Ademir suspendeu as chuteiras, acho que agora se encontra envolvido com uma emissora de tevê no interior do estado. Acredito que já conte mais de 70 anos de idade. A tática de Ademir era afirmar que todo jovem poeta era genial, desde que o jovem poeta tivesse família, ou seja, que não fosse um Eliseu da vida. A família desse jovem, muito contente e muito ancha de si mesma, bancava de imediato a edição da criança, e lá estava o poeta precoce e gênio, o mais novo Rimbaud da cidade, estampado em notas de jornal como il miglior fabbro.

Inácio reúne, com a pompa de um desbravador pelo cerrado brasileiro, tal qual um Juscelino Kubitschek construindo a mais nova capital do país, 101 poetas aqui, 87 “artistas” acolá, e um punhado de crianças numa antologia chamada Sangue-Novo, no melhor estilo Ademir. Antologia, naturalmente, bancada pelas mães empolgadíssimas dos jovens poetas que, provavelmente, não leram Rilke.

O mais interessante é que aqueles cadernos da década de 1950 ou 40, jamais revelados, eram infinitamente superiores ao que se vem escrevendo hoje, e se publicando, como poesia “oficial”, com ou sem Aristóteles no meio, ou a Teogonia de Hesíodo. E de onde vem essa coragem, essa auto-afirmação despudorada? Ora, vivemos o tempo do curador e não do artista plástico. Até Mayrant Gallo é poeta, com a sua poesia que cai, cai, cai. Quem dita a regra hoje – e há algum tempo – é o produtor, não o artista. O homem mais influente no mundo das artes visuais, hoje, não é um artista plástico, mas um marchand, o suíço Hans Ulrich Obrist, eleito pela revista inglesa “Art Review” o nome mais influente do mundo da arte, em 2009. Essa inversão de valores, em que o “em vez de” passa a ser “ao invés de”, deflagra umas das mais graves pobrezas culturais, advindas da cultura de massa, da reificação adorniana, cultura do blog e excessivo respeito à liberdade de expressão – a mesma que faz com que jornalistas supostamente engraçados agridam as pessoas tendo como justificativa estarem fazendo seu trabalho. Com tudo o que se vê publicado por aí, o jovem “poeta” se pergunta, ansioso, e cada vez mais ansioso: “E por que não?”. Para cada dez pessoas, hoje, há onze poetas. Isso porque seus animais de estimação também fazem poesia.

Fabrícia Miranda participará da programação da Praça de Cordel e Poesia que, nas palavras do organizador, “vem com todo ímpeto” (!). Não sei o que ela lerá em seu dia, mas gosto muito de um poema de seu livro Ritos de Espelho, transcrito abaixo:

Do momento
(Poema para o que é eterno)

Na parede, o relógio é pássaro doce.
Escolho (para mim) as horas certas.
Minha mão se esgarça
e nos dedos as unhas parecem esquecidas;
crustáceos pré-históricos.
É tarde, o caranguejo de sombra morde a carne
com pinças metálicas.
Metalizo-me como vozes de abelhas pretas.
Meu olho é entre a fechadura.
Vejo o eterno sem pressa.
O armário abafa o tempo
e guarda um girassol num guarda-chuva.
No chão, os pequenos números romanos fazem<
ciranda.

Não faço idéia de como funciona o evento. Se há um mediador fazendo o papel de Tia Arilma, com perguntas idiotas e “armadas”, do tipo: “Quanto de coragem é preciso para ser poeta?”, “Escrever é uma sina?”, “Por que você escreve?” etc. Mas estou certo de que será um acontecimento “apaixonado”, porque o Inácio, tal qual o Chatotorix, é um apaixonado por poesia. Dir-se-ia o “poeta apaixonado”, o que me faz pensar no cantor de arrocha Silvano Salles, “o cantor apaixonado”. Quanta desgraça já foi feita por paixão nesse mundo... É o estado de espírito mais perigoso num ser humano. Bom, sei que haverá leitura de poemas e um bate-papo com o autor.

Passei o olho na programação e fiquei triste por Fabrícia. A coisa é séria... Há toda espécie de objeto versejador não identificado. E há ainda a presença da poesia monótona, monocórdia, enfadonha e com incrível pobreza vocabular do Ruy Espinheira Filho e seus canhões de Amaralina cuspindo fumaça, que dividirá a mesa com a poesia maneirista e afetadíssima, com seus famosos decassílabos engessados, a poesia de Luis Antonio Cajazeira Ramos. Inácio, que não é bobo nem nada, divide a mesa com a poeta de âmbito nacional, Mariana Ianelli, porque seria pouco para ele dividir a mesa com uma Rita Santana... Ianelli, que já estreou publicando pela Iluminuras, sabe-se lá por quê, faz uma poesia acima da média, com palavras demais, mas ao menos com alguns versos bem construídos – poucos.

E Lívia Natália, vencedora do mais recente Prêmio Banco Capital, com sua poesia negra e de santo? Poesia para ganhar prêmio em nossa África pobremente reinventada, como bem afirmou o artista plástico santo-amarense Emanuel Araújo. Tudo o que Natália escreve diz respeito a sua pele e ao fato de ser filha de Oxum... Aqui isso é poesia. E há, é claro, as palavras e expressões poéticas do tipo “pele do infinito”, “memória do sol”, “trama retecida da minha alma” – essa é de Elisa Lucinda para baixo. Transcrevo um de seus poemas:

Rastro

Somos todos feitos da poeira de estrelas.
Elas apenas tangenciam nossos sonhos
inscrevendo-os na pele do infinito.

O Grão de brilho puro
rouba sua luz da memória do sol.
E, em sendo lembrança só,
gira fugidio à orla do céu imenso. 

Há, na trama retecida da minha alma,
um ressoar silente como o das estrelas,
a que chamo angústia,
apesar da poeira luminosa e viva
que trago debaixo dos pés.

Inácio faz valer a sua formação em jornalismo ao soltar essa pérola de originalidade, no texto de divulgação do evento:

“Será um grande encontro poético, que, certamente, proporcionará ao público da Bienal do Livro da Bahia momentos de beleza e de pura magia (!)”.

Uma antífrase de vez em quando não faz mal algum.

E se porventura você perder o evento, não entre em pânico: Inácio estará em alguma outra feira literária, bem pertinho de você. Fabrícia Miranda não. Seu dia é, repito:

Sábado, 5 de novembro, às 19 horas.

E que Deus perdoe a humana idade dos poetas.

P.S.: Inácio é famoso por dar murro nas pessoas – que o diga o nariz de Elieser Cesar. Estranho, um poeta não ter palavras para contornar uma situação. Bom, quero registrar que nosso poeta apaixonado já me agrediu fisicamente – de raspão – e já me fez ameaças. Portanto, se eu sumir, depois da publicação desse texto, entrem em contato com a minha mãe.

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29/10/2011 14:36:38 - eu nao vou
Carissimos, lá nesses troços eu que nao piso meus pés. Já fui, por obrigação, e quase tive um troço devido a tanta vergonha alheia. Um monte de meninos encenando suas letras, outros tantos, já velhinhos, e agindo como meninos, todos satisfeitos com o óbolo da Bienal, status gigante. Um elogiando o outro, num verdadeiro bacanal do ego. Bienal e Feiras são para vender livro, nada mais. O escritor é o de menos, que se dane. Isso é negócio de editora, só. Na praça de cordel Inácio é o rei, ele é quem comanda a festa, como um Serginho Groisman de quinta. O evento é um talk show monotono, de doer. Mas isso tambem nao importa, ao final das contas lá estará o nome do Senhor Inácio no jornal, no Mosaico, no Aprovado, como menetrel e provedor das artes poéticas na Bahia, e Fabricia será apenas um número entre os 101 poetas convidados.
Postado por: Charles
29/10/2011 22:56:46 - Tia Arilma!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Olha o respeito com a tia Arilma!
Postado por: Cassandra
29/10/2011 23:09:35 - josé inácio
façamos a imprescindível campanha: "Vai chupar uma pica, José Inácio"
Postado por: Daniel Albuquerque
30/10/2011 01:07:16 - cara de pau
e se o Zé Inácio sumir depois da publicação desse texto, não se preocupem, é porque tomou vergonha na cara. também não precisam avisar, sua mãe, coitadinha, será a primeira a perceber.
Postado por: Raimundo Bernardes
31/10/2011 10:34:17 - Inácio, vai estudar!
É incrível, esse cara. Ele está em todas as feiras do Brasil!!!!!!!!!!!!!!!!! O cara é onipresente!!! Mas é burro como a porra! E escreve mal demais!!!!!!!!! Devia parar de aparecer tanto e estudar em casa, numa solitária.
Postado por: Arcanjo Miguel
31/10/2011 11:28:27 - José Inácio, uma piada!!!
A poesia de José Inácio Vieira de Melo seria uma boa piada, não fosse de tão péssimo gosto! Thales Almeida
Postado por: Thales Augusto Almeida
31/10/2011 11:46:56 - Humor negro...!!!
A poesia de José Inácio Vieira de Melo séria uma grande piada, não fosse de péssimo gosto! Thales Almeida
Postado por: Thales Augusto Almeida
31/10/2011 18:16:57 - Não tem jeito para Inácio
Acho muito pouco provável que, nessa altura do campeonato, Inácio aprenda a escrever, depois da casa dos 40 ânus. Mas tem outra coisa: ele é um cara com um mau gosto terrível. Mesmo com toda a técnica do mundo, que ele poderia aprender se tivesse mais neurônios, a poesia dele ficaria no máximo menos ruim. Porque a grande merda é que ele GOSTA de coisa ruim, não tem jeito. Ele é brega demais!!!
Postado por: Pepito Crispim
31/10/2011 23:00:03 - Inácio Ebola Vieira Melo
Eu não consigo acreditar na cara de pau desse cara, o Inácio. Ele está em todas as feiras!!!!!!!!!!!! Como se fosse um autor consagrado, pedido pelo público, desejado ardorosamente!!! Ele parece uma alucinação: vc vira prum lado e vê Inácio. Vira pra outro e vê Inácio. E em todos os lugares do planeta: rádio, tevê, feiras literárias. Isso é uma epidemia, o ebola! O cara é completamente sem noção!!! E brega, muito brega!!!!!!!!!
Postado por: Alana Paulista
31/10/2011 23:15:59 - Mayrant Nosferatu Gallo
Até Mayrant Gallo é poeta!!!!!!!!!!!!!!!!! Essa foi demais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Puta que pariu, que porra de poesia é aquela, a de MayrantGallo?????? "Eu tonto/tu tonta", e por aí vai. Poesia quase tão feia quanto o autor.
Postado por: Dj Malrboro
31/10/2011 23:18:03 - Inveja
Inveja mata, Sr. Henrique...
Postado por: Darlan
01/11/2011 13:17:00 - antenas da raça
imagine toda poesia mais simples que nota musical
Postado por: só um leitor
01/11/2011 14:11:41 - Acarajé com pimenta!
Eita homem corajoso retado, esse Henrique!!! É acarajé com pimenta da boa, em todo texto que ele escreve!!! Sempre inteligente e tocando na ferida, doa a quem doer!!! Aprendo muito contigo, meu caro amigo. Sou sua fã!!! Pelo conteúdo, pela coragem, pelo humor!!! Beijos!
Postado por: Isabella Cordeiro
01/11/2011 16:58:45 - Inácio Forrest Gump Vieira Melo
Inácio é o Forrest Gump do Nordeste. Está em todas as feiras do mundo, em todos os programas de rádio e tevê, até em rádio comunitária. É uma alucinação. Se ao menos escrevesse bem. Mas quem tem talento não faz essas coisas, não precisa trabalhar tanto para aparecer... Quem tem inspiração não carece de transpiração...
Postado por: Luis Paulo Gomes
01/11/2011 19:53:12 - Concordo plenamente
Concordo com todo o pensamento de HW. Tanto quanto a feiras literárias quanto a José Inácio e à poesia de Fabrícia Miranda, que achei de alta qualidade - acabei de visitar seu blog. Seguirei seus textos, de agora em diante. Abç.
Postado por: Ronaldo Pimenta
03/11/2011 11:51:15 - Tia Arilma
Gostei da comparação com a Tia Arilma. Fui a um desses encontros organizados pelo Inácio, lá na Bienal, eu fiquei com vergonha de estar ali, pois o tal Inácio chama os poetas para o palco como uma espécie de apresentador de programa de TV. É vergonhoso!!! Acho que ele tenta imitar o completamente imbecil chamado Jorge Portugal. Inácio é brega demais!!! E quer que a poesia tb seja brega!
Postado por: Rogerio Santos
03/11/2011 20:59:21 - Um tal de "Zé"...
Este tal de "Zé" não sei das quantas é o organizador do evento?! Agora eu sei porque o nome dele está em tudo o que se relaciona à Bienal; de lançamento de livro às palestras; da feirinha de cordel aos escritos de banheiro público. Este homem não é só um egoísta megalomaníaco sem a menor noção de humildade e elegância, se há dinheiro público ele é também um criminoso. Vocês não acham?!
Postado por: Clarissa Amoedo
03/11/2011 22:53:20 - Seu endereço
Henrique, como faço para entrar em contato contigo? Pode me passar seu e-mail? Bj.
Postado por: Adriana
04/11/2011 22:12:04 - Inteligência e Humor
Eu simplesmente sou fascinada por sua inteligência e humor, Henrique!!! Fascinada!!! Sempre aprendo muito e rio muito, lendo seus textos corajosos, audaciosos, ousados. Parabéns e cuidado, ao andar pelas ruas da cidade de Salvador...
Postado por: Jeruza Rosário
05/11/2011 10:46:02 - Inácio, o cara!!!!!!!!!!!!!
Eu não aguento mais ver a cara desse cara!!! ele está em todas. E sempre com poemas ruins, com aquele sotaque horroroso de Alagoas, e fazendo uma poesia regionalista, nordestina, depois de tudo o que já se fez nesse gênero. Se ele ao menos desse seguimento, em qualidade, à tradição. Não, ele envergonha a poesia feita em Alagoas e no Nordeste, de um modo geral. Ele tinha tudo para se manter escondido. Mas justamente o cara menos talentoso dessa Bahia é quem mais faz questão de aparecer! Eita homem burro!
Postado por: Jorge Almeida
10/11/2011 20:37:46 - VELHA RECEITA... I
Quando li este artigo de Henrique Wagner não conseguir pensar em outro nome que não o de Andy Warhol. E por quê?! Para mim, ninguém é mais responsável pela auto-complacência e pela vulgaridade daquilo que se chama Arte Contemporânea ao que Andy Warhol. Sua capacidade de destruir as coisas não se limitou às artes plásticas nem a sua pessoa, basta olhar a fortíssima influência que suas “idéias” em outros campos artísticos. O Concretismo, por exemplo, nada mais é do que a versão Andy Warhol para a poesia... a cagada é a mesma: arrancar da Arte, seja ela plástica ou literária, a sua natureza mais íntima e essencial, substituindo-a por sua forma mais banal e caricata. Mas Warhol está longe de ser superestimado, pelo menos por mim, porque, desde os anos 60, não há exemplo melhor do que ele para mostrar a quem quiser enxergar que não se deve subestimar o poder da Idiotice... principalmente quando se dá razão a um idiota.
Postado por: Silvério Duque
10/11/2011 20:40:12 - VELHA RECEITA... II
Para Andy Warhol, pessoas, eventos e produtos dependiam unicamente da exposição contínua, principalmente nos meios de comunicação de massa, assim, segundo ele, “existiam aos olhos do público”, que não precisava entender de arte ou de estilo ou, muito menos, de gosto, pois se estava o tempo todo na TV, por exemplo, é porque era bom, é porque era artístico e ninguém questionaria tal coisa; desta forma, Warhol formula a seguinte receita de sucesso, dividida em três partes. Primeiro passo, usar um produto comum, sem truque formal ou técnicapurada a desafiar a menor das inteligências, dando a impressão de que a arte é algo frívolo, fácil e acessível à inteligência mais mínima. Segundo, depois fazer uso deste produto em todos os meios de comunicação, principalmente quando estes “trabalhos artísticos” já são, de certo modo, partes destes meios, expondo-os e produzindo-os exaustivamente. Na era dos muitos reality shows e do YouTube isso faz mais do que sentido.
Postado por: Silvério Duque
10/11/2011 20:41:19 - VELHA RECEITA... III
O que não faz nenhum sentido é a arte, cuja função não é menor que tornar as coisas menos maçantes e dolorosas ser reduzida num mero esboço daquilo que ela mesma, em sua essência e função, torna maior e mais bela. Desta forma, incapaz de alcançar a arte pelo talento, Warhol, como todo narcisista tomado de inveja e frustração, desdenha daquilo que sempre desejou e tinha ciência de que jamais o obteria. Discípulo aplicado das monices artísticas de Duchamp, a vida de Andy Warhol não se limitou a retratar o mundo das celebridades, ele próprio foi a sua maior “criação artística”, e nisso se encontrava o seu terceiro e último passo para a sua receita malévola de destruição dos conceitos tradicionais e verdadeiros da Arte, do Gosto e da Estética. Com o ar petulante e ridículo, análogo àqueles coitados que, acabando de sair do Big Brother Brasil, acreditam ter vencido o mais rigoroso dos rituais de transcendência moral, filosófica e espiritual.
Postado por: Silvério Duque
10/11/2011 20:44:34 - VELHA RECEITA... IV
Numa época em que a produção artística torna-se massificante, distribuída por mecanismos de produção em massa, o que Zé Inácio faz, segundo o que nos mostra o autor deste artigo, é copiar uma receita antiga que, há muito tem sido vendida a preço barato, porém com ares de restaurante francês de novela das nove, mostrando o quão somos subservientes a um tipo de vanguardismo sem sentido que há muito inunda nossos meios de comunicação, livros didáticos, escolas e tutti quanti; onde a qualidade do que se apresenta é praticamente nenhuma em relação ao como é apresentado. E o pior que pode acontecer a estes garotos e garotas, que mal deixaram de cagar nas calças e já são apresentados como cânones da Literatura Ocidental é acharem que realmente são o que lhes dizem que são; daí para não quererem mais se aperfeiçoar e não ler nada mais que seus próprios textos e os de seu “mestre de cerimônias” – o que já se constituiria numa absoluta desgraça – é um pulo.
Postado por: Silvério Duque
10/11/2011 20:56:18 - VELHA RECEITA... V
No final, o fim é sempre o mesmo: “poetas” e “poetisas”, “novos” e “velhos”, “conhecidos” e “re-desconhecidos” se amontoando na praça de Cordel da Bienal, em busca de seus 15 minutos de fama: “In the future, everyone will be famous for fifteen minutes”, como diria Andy Warhol, numa espécie de “Exercito de Reserva (Flutuante)” em quanto que seu organizador, sem nenhuma gota de escrúpulo ou elegância, faz-se visto e “amostrado” aos quatro cantos de um evento por ele mesmo produzido, pelo que me parece... Saravá!!!
Postado por: Silvério Duque
10/11/2011 22:26:56 - Sinto Muito...
Foi muito bacana o evento... sinto vocês não estarem lá para poder apreciar uma bela poesia. Abraços meus amigos e sucesso em suas investidas invejosas kkkkk
Postado por: Elenice
10/11/2011 22:53:21 - ...
Quando lemos um texto como esse logo pensamos ser o autor um frustrado, um cara que não foi contemplado com um convite para participar daquela pataquada que é a tal Praça da Poesia. Mas uma coisa é certa e o autor (que não conheço) tem razão: a literatura não se dá por um viés como esse, senão pelo texto.
Postado por: Valéria Nance
11/11/2011 23:15:31 - mais uma puta de zé inácia
NO DICIONÁRIO DE NOMES PRÓPRIOS "ELENICE", FIGURA COM ALCUNHA DE MERETRIZ. DEVE SER MAIS UMA PUTA A APLAUDIR ZÉ INÁCIA E UMA MULTIDÃO DE MERDÕES A VERSERJAR MERDA NA BIENAL COM O DINHEIRO DO NOSSO IMPOSTO. QUE VERGONHA"
Postado por: fode mansinho
12/11/2011 12:28:59 - Inácio sim, Fabrícia...
Inácio vai passar, gente, não se preocupe. Essa praga, essa vassoura de bruxa é mais ou menos como a lambada: não tem estofo. Ele aparece muito assim justamente porque não aparecerá nunca mais. Deixa ele se divertir e achar que é escritor etc. Deixe ele viver esse sonho, essa fantasia, antes que amanheça e tudo volte ao que era antes. Sem isso, sem essa "vida atribulada de poeta" o que seria dele, coitado? Inácio é burro de carga, esta sendo usado por tudo quanto gente, porque, isso ele não percebe, ele tem muita energia, ele faz as coisas acontecerem, ainda que sejam todas muito mal feitas. Mas quem tem algum critério razoável, hoje em dia? E que dizer de Fabrícia Miranda, metida nesse balaio de gato? Isto sim, é digno de nota, porque Inácio todos já sabem, é uma piada. Mas Fabrícia, tão séria, recatada etc... Participando de uma coisa vergonhosa como a praça do cordel e da poesia??? Tem coelho nesse mato...
Postado por: Rosinha
15/11/2011 02:00:24 - Meninos, eu vi!
Luiz Carlos Rufo e Henrique Wagner /favor tirarem a mão do queixo /pois entre Inácio e Fabricia rolou mais que um simples beijo
Postado por: Sandra
15/11/2011 11:46:39 - Quadrinha
Gostei da quadrinha, Sandrão, porque pelo menos tem algum ritmo. Valeu. Mas dá para melhorar. Depois faço uma, melhor, com o mesmo tema: Fabrícia e Inácio.
Postado por: Henrique Wagner
15/11/2011 17:35:55 - SANDRÃO
O BEIJO DE ZÉ INÁCIA EM QUALQUER OCASIÃO, ASSEMELHA-CE AO DE JUDAS, NA GRANDE TRAIÇÃO
Postado por: fode mansinho
15/11/2011 17:38:29 - SANDRÃO
errata: assemelha-se
Postado por: fode mansinho
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