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As bibliotecas dos jesuítas

Em 1549, os primeiros jesuítas chegaram no Brasil com o intuito de catequizar índios e instruir colonos. Eles traziam livros, mas não na quantidade necessária para suprir os colégios. Faltando livros, eles copiavam cartilhas e pediam doações, que chegavam da Europa aos poucos.

Ja no fim do século, existiam bibliotecas instaladas nos colégios de Salvador, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Neste último colégio em 1601, o visitador Eclesiástico Bartolomeu Simões Pereira, na sua morte deixou uma grande coleção de livros, incluindo obras de Direito Civil e Canônico. O padre Vieira faz menção a biblioteca do Colégio de Maranhão dizendo: "Livraria temos muito boa", e Serafim Leite confirma que naquela biblioteca tinha 5000 exemplares.

Em 1760, a biblioteca dos colégios de Santo Alexandre do Pará, tinha 2000 volumes; o Colégio do Vigia, 1000 volumes; o Colégio de Rio de Janeiro tinha 5434 volumes. Mas a melhor de todas, a mais vasta era a de Salvador, chegando a ter 15000 volumes - quantia considerável para a época. Nela tivemos o primeiro bibliotecário do Brasil: Irmão Antônio da Costa, que catalogou todos os livros por autor e matéria.

Os jesuítas sempre enriqueceram estes acervos, suprindo as necessidades de seus seminários e colégios, visto que recebiam alunos desde as primeiras letras até cursos de alto nível universitário. Parte das rendas eram destinadas para aquisição dos livros, não perdendo ocasião de comprar bibliotecas de viajantes que vendiam seus livros para não pagarem frete de retorno.

Estas casas de conhecimento eram abertas ao publico, e tiveram um impacto grande na difusão do conhecimento e na formação dos primeiros intelectuais. Com a expulsão dos Jesuítas, todos seus bens foram confiscados, sendo deixados em lugares impróprios enquanto se fazia o inventario. Algumas obras foram enviadas aos bispados, outras remetidas para alfarrábios de Lisboa, outras foram roubadas e grande quantidade foi vendida para papel de embrulho.

Sobre o autor
Alejandro Rubio trabalha em um sebo em Curitiba


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