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Instalação

LABIRINTO PARA O OLHAR

Almandrade

Abertura - 27 de Novembro às 19:00h.

Período – de 27 de Novembro de 2008 a 4 de Janeiro de 2009

Galeria do Conselho
Av. 7 de Setembro, 1330
(anexo Palácio da Aclamação) – Campo Grande


Depoimento:

A instalação, enquanto obra poética exige do público uma participação ativa, pois é ele a partir de sua experiência quem estabelece o limite entre a arte e o cotidiano. O espaço é um elemento principal de estruturação da operação artística. Descartável, efêmera, na maioria das vezes, sustentada por um suporte conceitual, mas autônoma, é uma realidade espacial em um determinado tempo e lugar. Conhecida no circuito das produções artísticas contemporâneas, a instalação surgiu na década de 1960 como ambientes criados em museus e galerias, quando os artistas de vanguarda investiram no questionamento dos suportes tradicionais.

LABIRINTO PARA O OLHAR é uma instalação, uma intervenção na sala de exposição para pensar a própria natureza da arte, suas implicações, reduzi-la ao essencial e inventar outras alternativas de uso. Um quase vazio reflexivo aberto para abrigar a imaginação e as insinuações do visitante. A linha que desprendeu do desenho abandonou a moldura é uma peça disposta de forma singular para sensibilizar a percepção do espectador e estimular uma atitude, seu olhar e seus gestos completam a obra. “O ato criador não é executado pelo artista sozinho; o público estabelece o contato entre a obra de arte e o mundo exterior” (Marcel Duchamp). Aparentemente fria, mas provoca emoções e decisões variadas conforme o ponto de vista do espectador.

Elásticos tensos, na cor vermelha, delimitam espaços ou territórios vazios. De início, a intenção da proposta é ocupar um lugar com a referência do minimalismo e da arte conceitual, reorganizar um espaço protegido, carregado de inscrições, capaz de legitimar como obra de arte tudo que é exposto nele com a assinatura de um sujeito suposto artista. Nesse espaço onde se cumpre religiosamente o ritual de olhar, o espectador se defronta com um pedaço de deserto, paredes brancas, quase nada para ver, somente as linhas definidas pelo elástico estendido. É permitido o devaneio, e ele dá sentido àquilo que vê.

Linhas tensas, na altura de 1.50m., se apresentam ao olhar sedento do espectador que deposita no que vê a experiência cultural e artística. Um labirinto sem paredes. Uma instalação com o mínimo de elementos, apenas pedaços de elásticos, linhas no espaço. E uma cadeira de praia, sem lona, com elástico, também na cor vermelha. A presença do espectador é uma peça da instalação, é ele quem vai determinar o uso do espaço, atravessar ou não as paredes imaginárias determinadas pelas linhas, utilizar ou não a cadeira. São decisões do visitante. Quase tudo é possível, nas o lugar tem suas regras e proibições.

Almandrade


Almandrade é o nome artístico de Antonio Luiz M. Andrade, Artista plástico, poeta, arquiteto com mestrado em Urbanismo, pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, é considerado pela crítica como um pioneiro da arte contemporânea da Bahia., participou de importantes mostras nacionais e internacionais como Bienal de São Paulo. Experimentalista assumido, Almandrade vem se comprometendo com a pesquisa de linguagens artísticas desde l972, onde ora se envolve com as artes plásticas, ora com a literatura. Poeta da arte e artista da poesia. Realizou mais de vinte exposições individuais em várias capitais, autor do livro de poesia “Arquitetura de Algodão”.. É um dos principais divulgadores e crítico da arte contemporânea no Brasil.


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23/10/2009 03:05:10 - comentário das obras
nota 9para este artísta
Postado por: tatiane grass
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